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Inovação e Tendências

Aplicativos colocam sua marca a um clique de distância

O Brasil é um dos países com maior número de downloads de aplicativos nos últimos anos. Para alguns segmentos, a tecnologia mobile pode ser um diferencial nos negócios. Entenda sobre o assunto com a opinião de especialistas da área.

Em apenas um ano, o número de downloads de aplicativos no Brasil dobrou – o nosso país ocupa o segundo lugar no ranking mundial de downloads, atrás apenas dos Estados Unidos. Os dados comparam os anos de 2013 e 2014, numa análise feita pela AppAnnie, empresa especializada em monitorar o mercado de aplicativos.

O crescimento de downloads de aplicativos representa um movimento importante do mundo dos negócios: o mercado de consumo compreendeu as tendências de seu tempo e soube se inserir no universo online. Mas será que isto é válido para todos os tipos de negócios? Qual o momento certo para você colocar a sua empresa neste ambiente? Conversamos com alguns profissionais da área na busca por estas respostas. Vamos conferir?

Os aplicativos servem para que tipos de negócios? 

RPC Aplicativos Alexandre Denes
Para Alexandre Denes, empresas precisam ter responsabilidade e comprometimento com o consumidor ao investir em aplicativos

Para o coordenador do programa de Especialização em Aplicativos Móveis e Computação em Nuvem da Universidade Positivo, Alexandre Denes, é preciso estar atento não ao modelo de negócio, mas sim às premissas por trás dele: “É uma questão de mentalidade e comprometimento por parte da empresa em querer disponibilizar um serviço agregado ao cliente. Os aplicativos são um canal de atendimento próprio e podem beneficiar qualquer empresa, desde que atendam uma demanda, uma necessidade do consumidor e, assim, sejam úteis à sua realidade”. 

RPC Aplicativo coral visualizer
Coral Visualizar ajuda o consumidor antes de pintar a casa (imagem: reprodução)

Um case interessante para comprovar que qualquer empresa pode encontrar vantagens na oferta de serviços através dos aplicativos é o das Tintas Coral, que desenvolveu o Visualizer. Com mais de cinco milhões de downloads, o aplicativo traz uma forma prática e interativa do consumidor conhecer, testar e escolher qual cor melhor se aplica ao ambiente que deseja pintar.  Assim, a Coral soube gerar uma solução atraente, que oferece facilidade à rotina de seus consumidores e a torna mais próxima e do seu público.

Segundo Denes, os aplicativos são uma tendência e a procura por eles, tanto por parte das empresas quanto dos usuários, é enorme: “Este é um mercado que está crescendo intensamente. Ainda mais com a crise econômica, uma vez que as empresas estão buscando inovações em seus canais e processos para manter e atrair o consumo”. 

Quando investir e por quê?

Existem empresas, como e-commercers e startups, que já nascem imersas no universo virtual móvel, porém para aquelas tradicionais, já consolidadas no mercado, investir em aplicativos é uma questão de reinvenção da marca.

RPC Aplicativos Luiz Henrique Ribeiro
Luiz Henrique Ribeiro: aplicativos garantem competitividade

“Os aplicativos surgem como uma solução para empresas que já estão estabilizadas e conquistaram sua fatia de mercado, mas precisam inovar para manter um posicionamento sólido, garantir a competitividade e assegurar a fidelidade de seus clientes. Se a marca não inova, não continua agregando novos produtos e novos serviços e buscando novas formas de relacionamento com o público, corre o risco de estagnar e perder espaço. Neste aspecto, os aplicativos são uma excelente forma de inovação: conquistam novos clientes e fidelizam antigos,  geram soluções práticas, são rentáveis e divulgam informações sobre a marca”, explica um dos sócios da desenvolvedora de aplicativos Ideia no Ar, Luís Henrique Ribeiro.

Oportunidade de repensar estratégias de marca

O gerente comercial da Snowman Labs, Danilo Brizola, também acredita que os aplicativos devem ser vistos como uma forma da marca se repensar frente ao mercado atual e oferecer algo inédito e útil ao consumidor: “O momento ideal para  investir neles é quando se descobre uma necessidade ou um problema do cliente ou colaborador, afinal estes públicos utilizam smartphones várias por dia. Assim, é possível pensar em uma estratégia de mobilidade para solucionar problemas cotidianos, gerando engajamento e novos leads para a empresa”, destaca.

RPC Aplicativos Danilo Brizola
Danilo Brizola: “entregar experiências gera conexão emocional com a marca”

Brizola dá ênfase à necessidade de se pensar um aplicativo que facilite e agregue um serviço real à vida do consumidor: “A empresa precisa estar atenta ao seu usuário e querer se relacionar com ele. O principal ponto de investir em um aplicativo é entender que nos dias de hoje o usuário tem uma conexão emocional com seu smartphone, muito mais do que com qualquer outro dispositivo, e entregar uma experiência que realmente gere uma conexão emocional, resolvendo um problema, é o que garante resultados em uma estratégia mobile”.

Já o programador e proprietário da Mutual Innovation, Mikhael Treska, é enfático ao afirmar que agora é o momento de investir em comunicação móvel: “Uma empresa que não pensa na mobilidade está ultrapassada. Os aplicativos nascem da necessidade de um canal de proximidade com o consumidor e de disponibilizar um determinado serviço. A partir disso a marca conquista um relacionamento mais estreito com o consumidor, se mantém em sua lembrança e se mostra preocupada em levar soluções ao seu cotidiano”.

RPC Aplicativos Mikhael Treska
Para Mikhael Treska, mais do que se baixado, um aplicativo precisa engajar o consumidor ao uso frequente

Assim como seus colegas de profissão, Treska também destaca a capacidade dos aplicativos de conferir mudanças efetivas à vida do consumidor: “É nisso que eu acredito. Aqui na Mutual Innovation nós temos sempre a questão da relevância em mente. O aplicativo precisa possuir um valor agregado para o dia a dia do usuário, para que ele tenha vontade de fazer o download e depois um uso contínuo. A proposta não pode ser apenas criar um aplicativo, mas possibilitar uma experiência interativa. Este é um mercado muito poderoso, capaz de gerar novas demandas de serviços, – como fez o Easy Taxi – lançar tedências e criar novos mercados de consumo. Mas para isto acontecer é preciso apresentar um impacto e uma vantagem real ao consumidor”.

Um case curitibano

Pensando  em aproximar-se de seu público oferecendo utilidade e praticidade, o Shopping Curitiba lançou em junho deste ano seu próprio aplicativo: “É mais um serviço que ofertamos. Com o app é possível conhecer e localizar as mais de 140 lojas, restaurantes e quiosques do shopping; guardar a vaga na qual o seu carro está estacionado; pagar o ticket do estacionamento; conferir os filmes em cartaz no cinema, os horários disponíveis e comprar seu ingresso; conferir detalhes sobre os principais eventos realizados pelo shopping; saber das novidades e verificar as promoções das lojas”, detalha o superintendente do shopping, Maurício Marchiori Bakos.

RPC Aplicativo shopping curitiba

Para Bakos, é necessário que as marcas entendam e pensem na mobilidade de seus serviços, integrando e participando da vida do público consumidor: “A tecnologia já faz parte da rotina de nossos clientes e desenvolvermos um aplicativo foi um passo natural na busca por disponibilizar mais facilidade e acesso as principais informações do shopping”.

E a sua empresa? Como ela se posiciona frente à era da tecnologia mobile? Conte para a gente e vamos juntos investir em soluções para a sua marca e seus clientes!

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