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Inovação e Tendências

Cresce número de startups no Paraná

Combinando empreendedorismo, inovação e tecnologia, startups são uma tendência de negócios para os próximos anos. Quem explica este cenário para nós é Gil Giardelli, professor da ESPM. Conversamos também com Adriano Spanhol, consultor de inovação, para saber mais sobre as startups paranaenses.

Startups são a última palavra em tendências no mundo dos negócios! Influenciadas pela ascensão tecnológica, estas empresas – que têm como características a pré-disposição por inovações e o alto potencial de crescimento – apresentam ao mundo novas possibilidades de investimento, consumo e comportamento.

RPC Startups Gil Giardelli
“O princípio básico de uma startup é oferecer inovação. Criar necessidades que não existiam” – Gil Giardelli, professor da ESPM e ativisita digital

Segundo o ativista digital e professor da ESPM, Gil Giardelli, as startups possuem a capacidade de introduzir novas realidades na experiência social: “O ambiente onde se formam estas empresas é cheio de possibilidades. É um espaço no qual fervilham novas ideias e serviços que buscam facilitar a vida das pessoas. As startups criam novos mercados, novas formas de trabalho. E é nisto que consiste o conceito de empreendedorismo”, destaca.

Este é um ponto chave na construção e atratividade de uma startup: ela deve, necessariamente, agregar um valor, ofertar uma solução ao mercado consumidor. “As startups precisam estar focadas em trazer um benefício para a sociedade ou para grupos específicos. Se o empreendedor não resolver o problema de ninguém com o seu produto ou serviço, previsivelmente, irá falhar. Ao se investir neste modelo empresarial é preciso ter em mente o quão útil, acessível e atrelado à tecnologia ele será”, explica Giardelli.

O professor destaca que uma startup também deve ser dinâmica, inovadora e estar sempre atenta às mudanças mercadológicas: “A startup carrega em sua essência a busca pelo que é novo, por tendências. Elas estão muito atreladas à inovação, a tornar algo mais fácil, a simplificar o cotidiano –  ou simplesmente criar paixões, oferecer um serviço que antes não existia mas agora tem alta popularidade. Isso exige muita observação e estudo de mercado. É interessante prestar atenção no que algumas das empresas que mais lucram atualmente têm em comum: elas não produzem o que vendem. A Airbnb não possui um quarto de hotel, o Facebook elabora zero de conteúdo e o Alibaba não fabrica nada. Elas conectam produtores e compradores, funcionam como curadoria, e esse tem sido um modelo muito bem explorado”, aponta Giardelli.

O mercado paranaense de startups

No Paraná, mercado de startups cresceu 38% entre o primeiro e o segundo semestre de 2015
No Paraná, mercado de startups cresceu 38% entre o primeiro e o segundo semestre de 2015

De acordo com a Associação Brasileira de Startups, o Paraná possui 178 empresas cadastradas e ocupa a 5ª posição no ranking de estados com maior número de startups. Nosso estado também se destaca pelo crescimento acelerado deste mercado, que do primeiro para o segundo semestre deste ano deu um salto de 38%.

Giardelli também aponta para o desenvolvimento paranaense, que de 2014 para 2015 duplicou o número de novos negócios em seu território: “O mercado de startups no Paraná está em ascensão. Um detalhe que acho interessante é que as startups não estão concentradas somente em uma região do estado; elas estão espalhadas, mostrando que um modelo de negócios ou uma ideia inovadora não precisa estar próxima a um grande centro financeiro, como a capital, para funcionar”.

RPC Startups Adriano Spanhol
Adriano Spanhol: startups parananeses atraem investidores e demonstram grande potencial em todas as regiões do estado

Em Cascavel, o consultor de inovações, Adriano Spanhol, também relata uma franca expansão das startups paranaenses: “O estado apresenta uma forte movimentação destas empresas, em sua maioria voltadas à prestação de serviços, ao social e à soluções empresariais. Por serem empreendimentos ainda em fase inicial, não formalizados, mas com grande potencial de expansão , as startups atraem muitos investidores e fomentam o mercado”.

Para Spanhol, investir em uma startup não consiste na simples aplicação monetária. A participação do investidor é ativa: ele deve conhecer os ecossistemas próximos, ter visão de mercado, bom gerenciamento e saber diversificar sua atuação. Este é um modelo de negócios que oferece retornos rápidos e tende a ser cíclico, ficando em constante movimento no mercado.

“O grande chamariz de uma startup é a sua capacidade de escala, sua potencialidade para o crescimento. Aqui no Paraná temos exemplos que alcançaram proporções gigantescas, como o Contabilizei – startup de Foz do Iguaçu que está remodelando o modo de fazer contabilidade de empresas do país inteiro. Uma startup possibilita um grande retorno financeiro em 2 ou 3 anos, muito acima do conquistado em outros modelos de negócios. Então é um mercado que está sempre girando; o empreendedor recebe seu retorno financeiro, vende sua parte e aplica esse valor em novas startups. Esta é uma recomendação que eu sempre dou: por ser um mercado de risco, quanto mais diversificados forem os investimentos melhor”, finaliza Spanhol.

 

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