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Marketing e Comunicação

PDCA ajuda a rever o plano de negócios, sempre.

Entenda um pouquinho mais sobre o ciclo PDCA, uma ferramenta de gestão útil para empresas de todos os portes. Os professores Ricardo Azenha e Max Ribeiro ajudam a compreender o assunto.

Como estão seus preparativos para 2016? Em agosto começamos a pensar neste assunto, depois contamos um pouquinho sobre a análise PEST,  que aponta vários indicadores importantes na hora de fazer um planejamento de negócios. Hoje falamos mais sobre o ciclo PDCA, um modelo bastante comum, intuitivo e fácil de aplicar tanto nos grandes negócios como nas pequenas marcas e empresas.

A sigla vem do inglês e quer dizer (P)lan, (D)o, (C)heck, (A)ct. O que em português seria traduzido para: Planejar, Fazer, Checar e Agir. Ao seguir esses quatro passos, você poderá identificar problemas e implementar soluções para aperfeiçoar os processos internos da sua empresa.

“Plan”: passo fundamental

O  planejamento é uma etapa importantíssima para identificar problemas, analisar fenômenos e processos e estabelecer planos de ação nos negócios. Segundo Ricardo Azenha, professor de administração, empreendedorismo e marketing da Unicesumar, o “P” é o passo mais importante do ciclo.

RPC PDCA Ricardo Azenha unicesumar

 

“Empresa sem planejamento é empresa com tempo de vida curto. Dados do Sebrae mostram que muitas empresas no Brasil fecham com apenas dois anos. Isso acontece porque o ponto inicial de qualquer empresa, de qualquer negócio, de qualquer marca, é o seu plano de negócio”

Ricardo Azenha

O segundo elemento do PDCA exige a execução do seu planejamento, realizando as ações estipuladas no plano; seguido então pelo terceiro passo, que envolve a verificação do que foi realizado até então, identificando, nas ações trabalhadas, as dificuldades e aquilo que não está em conformidade com o planejamento. Por fim o último elemento, de ação, que sugere a troca de informações, a padronização e a correção preventiva de qualquer problema que esteja impedindo melhorias em seus processos.

Mas, quando devemos aplicar essa ferramenta? Apenas quando há algo errado? O professor Azenha responde: “Em todos os momentos possíveis. É uma ferramenta pro cotidiano. Apesar de você traçá-la para metas maiores, cada departamento da empresa tem que trabalhar em conjunto para atingir seus próprios objetivos, e nestes momentos também deve-se aplicar estratégias como PDCA, porque, no final, isto irá influenciar no resultado geral, na meta maior definida inicialmente”, explica.

PDCA é um ciclo: não deve acabar!

Por conta de seus quatro passos intuitivos e fáceis de aplicar, o ciclo PDCA deve ser feito em continuidade e com profundidade.  O coordenador do curso de Administração da Universidade Positivo, Maxiliano Ribeiro, explica que o constante monitoramento e controle do ciclo é essencial para o sucesso de sua aplicação. “Esse é o ponto chave dessa ferramenta. É importante dar atenção a todos os elementos do ciclo, mas o monitoramento e controle constantes identificam onde é preciso fazer ajustes necessários para dar continuidade ao planejamento”, aponta Ribeiro. Ele também destaca que o gestor, o administrador, ou a pessoa à frente do ciclo PDCA precisa estar atualizada sobre tudo aquilo que pode interferir no processo.

RPC PDCA Max Ribeiro

 

É preciso estar atento a elementos da área financeira, de marketing, do ambiente de mercado, além de política e economia, pois podem afetar o que está acontecendo dentro do processo PDCA. Basicamente, o gestor precisa estar com um dos olhos dentro da organização e com o outro fora.

Maxiliano Ribeiro

Já o professor Ricardo Azenha também destaca a importância de, ao olhar para dentro da organização, envolver todos os funcionários. Segundo ele, manter apenas a diretoria, gestores ou donos da empresa envolvidos nesses processos de planejamento e ação é um erro comum entre os empresários. Trazer os demais níveis da organização para dentro das 4 etapas pode ser o segredo para um PDCA eficaz. “Na cabeça de alguns, isso é assunto para quem é dono do negócio. É preciso entender que a empresa não é uma pessoa, mas uma organização que chega a ter vida própria em alguns momentos. Portanto, quando você vai trabalhar com PDCA e outras estratégias de gestão como essa, é importante envolver toda a empresa, todos os funcionários, pedir sugestão, analisar como estão os setores deles. É um erro não escutar o que os demais, que lidam diariamente com os processos e tarefas, têm a dizer”, reforça Azenha.

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