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Marketing e Comunicação

Publicitários falam sobre a sustentabilidade das agências em 2016

Recentemente, tivemos a chance de conferir a palestra Design Thinking, realizada em Curitiba e organizada pelo Sinapro/PR, em parceria com a Fenapro. No evento foram abordados aspectos importantes sobre o posicionamento das agências de propaganda nos dias de hoje, bem como o futuro delas. Para aproveitar o embalo desta discussão, nós da RPC demos um giro por algumas agências espalhadas pelo Paraná e pedimos a opinião de seus profissionais sobre os passos importantes que devem ser tomados para a sustentabilidade deste modelo de negócio.

O que esperar do mercado para os próximos meses? Para os profissionais de agência de publicidade, este cenário ainda incerto exige muita preparação, planejamento e criatividade para garantir que os negócios prosperem.  Em busca de insights que fortaleçam a atuação deste modelo no mercado, falamos com o pessoal que vive diariamente no meio.  Alguns pensam em reduzir custos, enquanto outros acreditam na união do setor para conquistar a confiança dos clientes e enfatizar a importância da publicidade no mercado.

Seja qual for o ponto de vista, todos têm estratégias que podem nortear sua atuação para o futuro. Confira o depoimento destes profissionais e saiba quais os fatores que irão influenciar seus próximos passos dentro do mercado da propaganda:

RPC Maicon CuryMaicon Cury | Sócio-diretor de Novos Negócios | Agência Hey! | Guarapuava

Clientes diminuindo investimentos e renegociando contratos. Pois é, o ano começou atípico. E nós [agências], como podemos lidar com tudo isso? O segredo é estar sempre à frente do mercado para prever os cenários, se preparar e não ser pego de surpresa. O principal fator que pode garantir agências saudáveis é o planejamento: enxugar a estrutura, otimizar a equipe, investir em prospecção, buscar parcerias e principalmente reduzir custos. Nem sempre o fator principal de uma empresa é o tamanho do seu faturamento, mas sim o tamanho das suas despesas. Ou seja, a questão a ser avaliada nesse momento não é quanto você ganha, mas quanto você gasta. Em um cenário no qual a economia não tem prevalecido muito, precisamos ser inteligentes e saber onde devemos nos adequar. É nessa crise que surgem oportunidades e novas ideias, e as empresas que agem cirurgicamente se mantêm fortes. Afinal, muitas crises já se passaram e muitas ainda virão. É hora de exercer nossa criatividade – tão usada em campanhas para nossos clientes – na gestão das nossas agências.

 

RPC Elvis CandidoElvis Cândido Lima | Publicitário | Blanco Lima Comunicação e Marketing | Cascavel

Acredito que pluralidade seja a palavra de ordem para o momento em que vivemos hoje. É preciso investir em repertório: estar por dentro de informações de conteúdo e do próprio mercado. Os clientes procuram por resultados. Temos que ser rápidos para perceber as mudanças que estão por vir e assim decidir o melhor caminho para os investimentos da verba do cliente. Temos que ter jogo de cintura, sermos criativos e, acima de tudo, focarmos em uma postura estratégica. Por exemplo, nestes tempos bicudos, mostrar ao cliente a necessidade de investir em mídias que lhes garantam retorno, ainda que seja reforço de marca. Outra questão que observo neste momento é a necessidade de união das agências: a formação de uma classe que consiga estabelecer padrões e que fala a mesma linguagem, mostrando que o nosso trabalho é uma grande referência na hora de posicionar as empresas no mercado e essencial para movimentar a economia.

 

RPC Fabio MartiolliFábio Martiolli | Diretor de Atendimento | Hertz Propaganda| Umuarama

Apesar de o empresário brasileiro já estar habituado com as “crises” – acredito que esta é uma das mais sérias que enfrentamos no Brasil – e mesmo sabendo que em períodos de dificuldade econômica é que precisamos manter investimentos em comunicação, o que temos assistido e vivenciado é bem diferente. As verbas estão cada vez mais reduzidas. Por isso, acredito que para manter a sustentabilidade das agências é preciso apostar em inteligência de mercado e muito estudo, para que possamos nos aprofundar ainda mais no negócio do cliente. As agências não podem mais se dar ao luxo de testar, de usar o “achômetro”. É preciso ser cada vez mais assertivo e oferecer resultados rápidos. Aqui na Hertz estamos aprofundando ainda mais o conhecimento sobre cada cliente (sobre novos hábitos de consumo, por exemplo), o que nos dá a chance de apostar com mais segurança em novos projetos. Neste momento, acredito que as agências precisam estar, mais do que nunca, muito mais próximas do cliente e de suas necessidades.

RPC  Marco TavaresMarco Tavares| Diretor Administrativo| Hertz Propaganda| Umuarama

Este ano completaremos 10 anos de empresa. Vale lembrar que 2006 era um ano de esperança – problemas e dificuldades sempre tivemos, mas era um bom ano, o futuro era promissor. Nós agarramos as oportunidades que tivemos e nunca nos deixamos levar por ilusões. As empresas precisam estar prontas para oportunidades e para ameaças. Quem se preparou durante a boa colheita, estará sempre pronto para os momentos de crise. Montamos uma excelente equipe, mantivemos sempre as obrigações fiscais em dia e sempre reinvestimos na segurança financeira da empresa. Dessa maneira, estivemos sempre seguros para entregar bons resultados para nossos clientes, não é a toa que nosso slogan é “Ligados em Resultados”.

Costumo dizer que o consumo não cessará, apenas será mais assertivo. As escolhas serão mais detalhadas, sem margem para erros ou novas escolhas. O mercado da propaganda está cada vez mais difícil, mais enxuto, mais rígido. Custos internos elevados, diminuição dos investimentos por parte dos anunciantes e para ajudar, ano eleitoral. Mas ainda assim, a publicidade é um setor repleto de oportunidades. Oportunidades para quem tem base sólida. Oportunidades para quem planejou os bons e também os maus momentos. A publicidade não é um lugar de aventureiros.

 

RPC Manoel TeixeiraManoel Teixeira | Sócio-fundador e Diretor | Casa da Comunicação | Ponta Grossa

É um momento tenso, de retração do mercado e principalmente de incertezas: esse cenário obriga as agências a reverem custos e a trabalharem mais enxutas. De forma geral, será um período de redução de faturamento e essa condição precisa orientar a operação. A observação das necessidades do cliente será essencial. As agências certamente terão que trabalhar ainda mais, com retorno menor.

Como em qualquer empresa, as agências que organizam suas finanças de forma realista, superarão esse momento com maior tranquilidade. Os últimos anos foram atípicos, com grande explosão de oportunidades, agora o mercado tende a se acomodar. Além disso, todos precisam estar atentos a novos nichos de mercado. Bons negócios não surgem apenas em ambientes 100% favoráveis.

Vamos juntos?  Aproveite este conteúdo que tem tudo a ver com o tema: o perfil das agências brasileiras.

 

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