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Marketing e Comunicação

Televisão continua sendo o melhor meio para falar com seu público

Pesquisa aponta que televisão é a fonte de informações mais confiável para o consumidor

Na última década a internet se transformou em uma poderosa ferramenta de interação. Marcas, pessoas, grupos, empresas: estão todos interagindo na plataforma. No entanto isto não tomou o espaço de mídias tradicionais como a televisão, como apontam estudos recentes feitos no Brasil e no exterior. O que mudou, então? A forma de se comunicar! Estratégias de comunicação agora envolvem uma nova televisão, integrada a outros meios, muito mais criativa e interativa.

lugar certo para falar com seu publico
A forma de consumir informação mudou e para impactar o público conectado a multiplataformas é necessários investir em estratégias integradas, interativas e inovadoras

Internet cresce, mas a televisão continua sendo a maior fonte de informações

Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo grupo ZenithOptimedia, o uso da internet aumentou, em escala global, 11,8% em 2015. O estudo também estima uma média de 492 minutos diários consumidos em acessos à rede.

A América Latina aparece bem à frente de outros países e continentes, com 744 minutos do dia dedicados à internet. Porém, resistindo à febre virtual, a televisão ainda se mantém soberana, como a maior fonte de informação e entretenimento do mundo. De acordo com a pesquisa, ela ocupa 37,9% da audiência global.

No Brasil, dados divulgados pelo IBGE demonstram que a população gasta em média 4:31 horas diárias na frente da telinha e 4:59 horas conectada à internet. No entanto, a televisão está presente em 93% dos lares brasileiros e 73% da população tem o hábito de assisti-la todos os dias da semana.

No Paraná, por sua vez, a televisão representa 75% do consumo de mídias e meios de comunicação e ocupa 3:50 horas do cotidiano populacional. Em relação à internet, o consumo paranaense é de 4:32 horas e representa 42% da audiência diária.

A televisão ainda é detentora da maior parte da audiência global. Porém, sua integração com mídias virtuais aumenta a cada dia, numa relação quase simbiótica
A televisão ainda é detentora da maior parte da audiência global. Porém, sua integração com mídias virtuais aumenta a cada dia, numa relação quase simbiótica

Os resultados destas duas pesquisas apontam para um novo momento da televisão. Ainda que se mantenha hegemônica em relação aos outros meios,  ela se reinventa a todo instante e vem aprendendo a interagir e convergir seus conteúdos com a internet. E também é neste aspecto que profissionais de marketing e publicidade devem buscar estratégias que permitam um relacionamento próximo, cativante e eficaz entre consumidores, marcas e meios.

Atualmente, o mercado empresarial tem um vasto campo de interação com seus públicos, saber usá-lo é o primeiro passo para um empreendimento bem sucedido. É fundamental saber apostar na comunicação televisiva – senhora da maior parcela de audiência do mundo e também já consolidada na mente do consumidor como um canal crível e confiável – e na internet, espaço com capacidade de propagar conteúdos com uma amplitude até então inédita.

Como promover estas interações?

Para o publicitário e doutor em marketing Karlan Muniz o sucesso de marcas em campanhas depende da capacidade da empresa em conquistar a atenção do consumidor, se valendo dos diversos meios de comunicação que têm à disposição. “A empresa precisa trabalhar com algo que interesse ou tenha ‘valor de entretenimento’, capaz de fazer o consumidor parar para assistir (ou ler, ou ouvir) e quem sabe interagir com aquela ação, dando opinião ou compartilhando. Um exemplo destas ações são as parcerias de conteúdo firmadas entre empresas e mídia, como acontece quando marcas se inserem em cenas de novelas e filmes”, conta.

Publicitário, professor e Doutor em Marketing, Karlan Muniz aposta na comunicação integrada de meios e plataformas como o melhor método para impactar consumidores
Publicitário, professor e Doutor em Marketing, Karlan Muniz aposta na comunicação integrada de meios e plataformas como o melhor método para impactar consumidores

Muniz também ressalta que apesar da criatividade figurar entre os elementos fundamentais, não é o bastante. As marcas precisam de um direcionamento estratégico que replique o contexto social no qual o consumidor está inserido, oferecendo soluções e proporcionando bem estar.  “A campanha precisa ‘encaixar a marca na vida do consumidor’, de modo que ele veja utilidade e crie laços com essa marca, afinal, ela tem potencial para ser sua parceira em alguma área ou atividade”.

A internet conferiu mobilidade ao consumidor, que agora se desloca de um espaço a outro selecionando os conteúdos com os quais deseja interagir. Porém, ainda que a empresa preciseestar no meio virtual e despertar interesse, as outras mídias continuam relevantes e impactantes. “Mídias tradicionais e novas plataformas estão interagindo, e não gerando a exclusão da mais antiga. Dependendo do perfil do consumidor e seu dia a dia, um conjunto de ferramentas e canais de comunicação será mais eficaz. Uma empresa não pode deixar de surfar as principais “ondas” na área de comunicação com as pessoas, mas precisa ter uma linha condutora coerente do que deseja para  a marca e de seu sentido para o mercado (no que ela é diferente e essencial). A construção de marca é uma atividade de longo prazo, mesmo que a comunicação seja um oceano de pequenas ações”, afirma Karlan Muniz.

O consumidor está em meio a um oceano de pequenas ações, explica Karlan Muniz
O consumidor está em meio a um oceano de pequenas ações, explica Karlan Muniz

Segundo o profissional, a tendência da comunicação e do marketing é integrar cada vez mais as plataformas de mídia. Ações de internet e televisão, por exemplo, diluem-se numa corrente em que é difícil definir a qual meio pertencem determinadas mensagens. “Uma mídia impacta na outra. Primeiro, porque o consumidor mesmo não conectado todos os dias recebe influência do conteúdo que “gira” na internet, de uma forma (acessando de vez em quando) ou de outra (assistindo programas de TV ou outra mídia). Em segundo lugar, estamos diante do fenômeno da “segunda tela”: consumidores assistem TV enquanto navegam no tablet ou smartphone. Tudo misturado, onde um meio comenta o que acontece no outro”, explica.

Alexandre Suzuki também aponta para a necessidade de marcas e produtos saber se posicionar de forma relevante ao consumidor
Alexandre Suzuki também aponta para a necessidade de marcas e produtos saber se posicionar de forma relevante ao consumidor

Para o media manager Alexandre Suzuki o profissional de mídia deve estar atento às pesquisas de mercado e recorrer aos próprios conhecimentos e insights, posicionamentos que auxiliam na produção de uma estratégia de marketing eficaz. Em concordância com as afirmações de Muniz, Suzuki também insiste na necessidade da marca se fazer presente naquilo que é relevante ao consumidor, que participa de seu cotidiano. “Não podemos nos prender nos formatos padrão, pois a atenção do consumidor está cada vez mais fragmentada. A contextualização da marca em um ambiente relevante pode ser uma solução interessante para gerarmos proximidade com o público”, destaca.

Suzuki aponta o média- metragem da Rexona F4E, vencedor do Prêmio Abril 2010, como um bom exemplo de campanha que integra meios, se insere no cotidiano do público-alvo e gera mídia espontânea. “O mais importante não é a quantidade de plataformas. Mas que todas elas se conversem com consistência para termos uma comunicação integrada e assim, conseguirmos “cativar” o consumidor”, explica. Confira aqui.

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