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Mídia e Meios

Menos anúncios, menos vendas: entenda o impacto do corte de investimentos

Segundo estudo de institutos independentes, a cada dólar não investido em anúncios de TV, as marcas perdem o triplo em vendas. No Brasil, a crise atual faz com que os orçamentos publicitários sejam revistos, mas... como cortar gastos sem prejudicar as vendas?

Cortar os investimentos em anúncios de TV para economizar em tempos de crise, pode diminuir ainda mais as vendas e piorar o cenário das empresas, segundo um estudo realizado pelas consultorias TiVo Research e 84.51°. O estudo analisou o impacto da redução de orçamentos publicitários de 15 marcas globais de consumo que reduziram seus investimentos na TV em até 25% entre 2013 e 2014.

A conclusão? Os cortes têm forte relação com a queda nas vendas dos produtos

O estudo começou com perguntas sobre como a redução de orçamentos publicitários em TV interferiram nas vendas do último ano e se as empresas entrevistadas acreditam que vale a pena investir em anúncios na telona. De acordo com a pesquisa, 11 das marcas avaliadas registraram redução nas vendas depois de decidir investir menos em propaganda televisiva. A cada dólar a menos direcionado a anúncios em TV, as marcas estavam perdendo três vezes mais em retorno de vendas. Ou seja, ao investirem US$ 3 milhões a menos, as empresas viram as vendas caírem, em média, US$ 8,6 milhões.

Rever o investimento em anúncios é fundamental para manter-se firme em tempos de crise,
Rever o investimento em anúncios é fundamental para manter-se firme em tempos de crise,

O resultado da pesquisa fez com que alguns empresários e comerciantes repensassem seus cortes em mídia tradicional e não só voltassem a investir em TV, mas também adotassem outras táticas, como elevar a frequência de seus anúncios de forma a expandir o poder de impacto, ou mesmo estudar melhor o público-alvo e compreender quais programas ele assiste. “As implicações destas mudanças orçamentais não terem sido medidas corretamente é porque muitas empresas optam por investir seus gastos em muitos canais diferentes, esquecendo de usar métodos de marketing direcionado”, consta na pesquisa.

 

FabioMedeiros_RPC

Segundo Fábio Medeiros, coordenador de Pesquisa e Informações da nossa emissora, um ponto importante que foi abordado pelo estudo é a questão da frequência de exposição das marcas. “Quando uma marca decide que irá investir menos em TV, escolhendo apenas o fator economia financeira, ela toma uma decisão pouco racional, pois consequentemente ela irá aparecer menos a seus consumidores abrindo espaço para que os seus concorrentes ocupem o seu lugar no mercado. Recuperar isto depois pode ser algo custoso e até mesmo inalcançável”, explica.

 

 

Em tempos de crise, é preciso aparecer!

Conversamos com Enio Barcelos, Diretor de Atendimento da BBCOM, sobre como o corte de investimento em mídias tradicionais no atual cenário brasileiro pode acabar se tornando uma armadilha para as empresas. Segundo ele, neste momento as marcas devem querer ser vistas, ou mais vistas do que já são.

“Vale estar sempre próximo a geradores de conteúdo, pois estes sempre irão atrair pessoas”, diz Enio Barcelos
“Vale estar sempre próximo a geradores de conteúdo, pois estes sempre irão atrair pessoas”, diz Enio Barcelos

“Comunicação constante é blindagem nessa hora. Estar presente, frequentemente impactando o consumidor é um dos princípios fundamentais do varejo. É uma ótima hora para sair na frente dos demais que optam por retrair. Os que ficam permanentemente anunciando são os que mais obtém resultado. É a velha máxima que não param de dizer por aí: na crise, não faltam oportunidades para crescer”, explica.

Enio ainda acredita que os programas de fidelidade podem ser um grande mito em alguns setores, pois variam muito de acordo com a situação financeira do público. Muitos consumidores, nessa hora de rever os gastos, vão atrás de quem oferece o mais barato, mais conveniente, ou seja lá quais as preferências. A decisão final é, no entanto, gerada porque a marca foi vista mais vezes oferecendo bons negócios, está na memória do consumidor, faz parte do universo dele. Por isso é importante estar onde é possível atingir o maior impacto.”

 

 

Digital e TV

No estudo citado, a presidente e CRO da A+E Networks declara que redirecionar orçamentos de TV para o digital sem o devido planejamento pode ser uma atitude precipitada.

De acordo com Enio Barcelos, não se pode esquecer que o objetivo mais desejado por todos, que é: atingir o maior número de pessoas, além de todos os que estão dentro do público alvo. “Pois bem, com a TV você tem isso, enquanto no digital é difícil de mesurar, principalmente quando feito de maneira mais econômica ou caseira. É o inconveniente do ‘inencontrável’, que não leva empresa a lugar nenhum”.

Para ele, a mídia tradicional ainda sai ganhando neste sentido. “Vale estar sempre próximo a geradores de conteúdo, pois estes sempre irão atrair pessoas”, finaliza.

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