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Mídia e Meios

Tem mais gente ligada na telinha: consumo de TV no Paraná é crescente

A audiência da TV está crescendo nos últimos anos! Engana-se quem pensa que a internet concorre em audiência com a TV. Ela tem funcionado como ferramenta propulsora para levar audiência de uma plataforma à outra. Quem nos conta mais é Carlyle Ávila, diretor de programação da RPC. Ele explica este movimento e destaca: a convergência de mídias tem sido muito benéfica para a televisão. Confira!

Você sabia que as pessoas estão consumindo mais televisão? Nos últimos 5 anos o consumo diário de TV cresceu 25%* de aproveitamento. Os curitibanos, por exemplo, têm permanecido 69 minutos a mais em frente à telinha, comparando com 2012.

Os dados acima, revelados por pesquisa feita pela Kantar Ibope Media, mostram que a média da audiência domiciliar do meio TV na Grande Curitiba subiu de 34 para 41 pontos percentuais em apenas quatro anos. Isto é: o estudo comprova que as pessoas têm procurado a TV com muito mais frequência. Confira o gráfico evolutivo:

grafico_total_ligados

Estes números fazem parte do que se conhece por medição do “Total de Ligados”. De forma simples, representa a audiência de todos os televisores ligados das 6h às 24h, independentemente de qual emissora está recebendo a audiência. Inclusive mede a audiência da TV mesmo quando conectada a outros aparelhos, como DVD, Blu-ray, videocassete, internet ou games, por exemplo.

Para Carlyle Ávila, nosso diretor de programação, os resultados da pesquisa contrariam o senso comum de que, com a consolidação da internet, a TV seria um meio que perderia audiência ao longo dos anos. “O que temos visto é o meio televisão cada vez mais forte, com as pessoas procurando a TV como principal meio de informação e entretenimento”, explica.

 TV expandida: o que pode explicar o crescimento do consumo do meio TV?

Para Carlyle, existem alguns fenômenos em andamento que podem nos ajudar a entender por que a TV continua a ser um dos meios de comunicação mais fortes da contemporaneidade. O curioso é que essa expansão não está acontecendo somente na capital paranaense. É em todo o Brasil e, inclusive, no mundo!

No entanto, é necessário antes compreender que o conceito do meio televisão também vem mudando ao longo dos anos. “Não é mais só um eletrodoméstico, de aparência tradicional.  Hoje, a TV está presente em vários aparelhos, como nos celulares e computadores”, explica Carlyle. Ou seja: a TV foi expandida e funciona não apenas em uma plataforma só, mas em várias.

Carlyle Ávila fotografia © Rubens Nemitz Jr
Carlyle Ávila, diretor de programação da RPC: o telespectador é participativo. Ele envia conteúdo, faz críticas, pode conversar com o meio televisão no momento em que as mídias passam a agir de forma complementar. Tudo isso aproxima mais o público da TV. Foto: Rubens Nemitz Jr.

Quem nunca precisou recorrer ao computador para assistir a uma partida de futebol ou mesmo rever o último capítulo da novela? É dessa forma que a TV passa a ocupar cada vez mais espaço na vida do telespectador. Carlyle também comenta que há um novo hábito no comportamento do público que tem ajudado a impulsionar o meio. “As pessoas estão consumindo mais meios ao mesmo tempo. Tornou-se comum o telespectador assistir à programação da TV aberta enquanto também usa seu celular para comentar sobre o que vê”, afirma.

Chamado de Social TV, este hábito é uma tendência associada a um comportamento que já faz parte do nosso dia a dia, mas chega até nós em uma nova configuração: comentar a programação! “As tecnologias estão se complementando. O telespectador vê algo, comenta nas mídias sociais e isso impacta quem o lê. O movimento é convergente e atrai ainda mais pessoas para o meio TV”, completa.

O conteúdo audiovisual do meio televisivo, explica Carlyle, passa a ter relevância inclusive no online e a impactá-lo também. “Hoje, percebemos que até os formatos streaming (OTT.) de audiência têm se apropriado da narrativa televisiva tradicional. Porque é eficaz e envolve o telespectador”, explica.

Outro ponto que pode estar ajudando a puxar cada vez mais telespectadores ao meio, explica o diretor de programação, é a construção de narrativas inovadoras dentro da programação televisiva. “O que gera audiência? Qualidade e construção de narrativas inovadoras. Boas histórias sempre engajarão os telespectadores; a mídia digital é complementar e potencializa o resultado da TV. Assim, cada vez mais teremos a percepção de que a TV é digital”.

*Fonte: Kantar Ibope Media – Curitiba: Consolidado 2012 e 2016 de 01/01/16 a 23/03/16 – Fid% e Ats# Individual – Total Ligados – Faixa horária das 6h às 5h59

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